BCP / BERARDO – O TENEBROSO SILÊNCIO

 

 

I

 

No caso BCP, Berardo foi o principal agente da destruição de Jardim Gonçalves. Fê-lo, naturalmente, movido pelos seus interesses, razão legítima.

 

Até aqui, tudo bem!

 

O ponto mais alto da actuação de Berardo foi a entrega ao Banco de Portugal, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e ao Procurador-Geral da Republica, dos documentos incriminatórios do BCP e do seu Conselho de Administração (com Jardim Gonçalves, à cabeça).

 

II

 

Berardo não deve ter encontrado estes documentos no caixote do lixo do BCP, é improvável que os tenha recebido das mãos Jardim Gonçalves … ou de Teixeira Pinto…ou de Filipe Pinhal; é impensável que tenha assaltado as instalações do BCP…É muito pouco provável que os tenha recebido, de um denunciante anónimo, pelo correio ou por um emissário que diz ter recebido a incumbência de um senhor que o contratou na rua e que não consegue identificar (ainda que esta seja, a meu ver, a hipótese mais provável).

 

Bem! Mas estas são divagações que nada têm a ver com o objectivo deste texto.

 

III

 

O meu objectivo é perguntar aos meus concidadãos – Zés Ninguém e Zés

Alguém – aos homens e mulheres da comunicação social, aos directores

dos jornais, da rádio e da televisão, ao senhor procurador-geral, às

autoridades, ao governo, ao governador do Banco de Portugal, etc., etc.,

POR QUE É QUE, ATÉ AGORA , N QUIS SABER COMO FORAM PARAR ÀS

MÃOS DO SENHOR COMENDADOR BERARDO OINGUÉMS DOCUMENTOS QUE ESTAVAM NO

ARQUIVO DO BANCO COMERCIAL PORTUGUÊS?

 

 

08 Fevereiro de 2008

 

J. Vicente Pinto

 

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