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BERARDO:
2007, O ANNUS HORRIBILIS
É
possível que 2007 seja um ano em que a fortuna do Senhor Comendador
José Berardo cresça para além de todas as expectativas.
Mas o mito feneceu…
Depois
de em 2005/2006 ter conseguido meter o Senhor primeiro ministro num chinelo,
sacando dele tudo o que quis em troca de “uma mão cheia de nada
e outra de coisa nenhuma”, Berardo assumiu-se, na mente do português
comum e, possivelmente, na sua própria cabeça, como um ser
mítico cujo querer bastava para fazer acontecer.
No
caso da OPA da Sonae sobre a PT ainda vestiu esta pele…
Infelizmente,
a sua aura mítica, sem que ninguém, nem, muito provavelmente,
ele próprio, o suspeitasse, estava prestes a sofrer rudes golpes
que a deixaram pálida e enfermiça.
Nos
casos BCP e SAD do Benfica, a sua trombeta soou estrepitosamente mas os
factos obrigaram-no a moderar o alarido e o mito acabou bufando já
sem som.
No
BCP, saltou para a liça fazendo-se, já em 2007, accionista
de referência de dimensão descomunal e agredindo os adversários
com uma violência verbal que podemos compreender mas que dificilmente
se pode aceitar. Acabou por sair da luta com a sua aura mítica
reduzida a farrapos – afinal, não pode tudo o que quer; não
vai até onde quer, só vai até onde o deixam ir…
No
caso da SAD do Benfica, aparece tonitroante , anuncia-se como o salvador,
ofende sem tom nem som, dispara em todos os sentidos e lança uma
OPA.
A
OPA foi um fracasso total. Ou porque ninguém acreditou nele como
messias ou porque o preço oferecido foi tão baixo que não
interessou a ninguém (além de 1%).
E,
assim, o mito feneceu.
Haverá
hoje em Portugal alguma empresa interessada em ter o Senhor José
Berardo, sentado num cadeirão no alto de um monte, como imagem
promocional?
31
de Agosto de 2007
J.
Vicente Pinto
{novo texto / imagens}
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