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BERARDO
NO PRÓS E CONTRAS-RTP1, 29-10-07
Entrada
de leão…e saída às arrecuas
I
No
Prós e Contras em que se discutiu o caso BCP e a proposta de fusão
feita pelo BPI, o Sr. Berardo afirmou, com ênfase, ter em
seu poder três estudos, realizados por três
economistas, que davam às acções
do BCP um valor de 5,80 € (cerca de 70% acima da cotação
do título). As acções estão hoje na ordem
dos 3,10/3,20€.
II
A
Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, no exercício
das funções que lhe competem, pediu ao Sr. Berardo que apresentasse
os referidos estudos.
III
O
Sr. Berardo entregou à Comissão, no dia 09/10/2007, às
14h54, o seguinte
“Comunicado
Em
resposta a solicitação da Comissão do Mercado de
Valores Mobiliários, e em complemento das declarações
prestadas no Programa Prós e Contras da RTP 1do passado 29 de Outubro
de 2007 relativamente a estudos sobre o BCP, vem José Manuel Rodrigues
Berardo informar:
a)
os estudos por ele referidos no programa Prós e Contras não
constam de qualquer documento escrito e foram-lhe transmitidos através
de apresentações orais.
b)
Os economistas a que se referiu no referido programa e que produziram
os estudos são colaboradores da Metalgest .
09
de Novembro de 2007
José
Manuel Rodrigues Berardo”
(
negrito , meu)
10
de Novembro de 2007
J.
Vicente Pinto
Notas
:
III
- O comunicado do Sr. Berardo é
classificado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários
como “Informação Privilegiada”
III
a) - Não carece de comentários;
fala por si – O Sr. Berardo não tinha em seu poder qualquer estudo
que sustentasse a sua afirmação.
III
b) - A Metalgeste é a holding do
Sr. Berardo, isto é, os incógnitos economistas são
seus colaboradores.
Comentário
dirigido à Comissão do Mercado de
Valores Mobiliários:
A
CMVM ao classificar as declarações do Sr. Berardo como um
caso de Informação Privilegiada está a colocar-se
numa posição insustentável, oferecendo, assim, ao
Sr. Berardo uma fácil defesa.
Salvo
melhor opinião , o Sr. Berardo ao dizer
na RTP 1 que as acções do BCP valiam 5,8 €,
de acordo com relatórios
que tinha em seu poder,
perante três entidades reputadas
na matéria,
Fernando
Ulrich , presidente do BPI,
João
Rendeiro, presidente do BPP,
Paulo
Soares Pinho,prof.universitário
que
não podiam deixar de calar, pois não
tinham qualquer possibilidade de o desmentir (para o vulgo, quem cala
consente),
falando para centenas de milhares
de
telespectadores
com a sua reputação,
que cultiva, de especulador financeiro de rara competência
caiu
sob a alçada do nº 1 do artigo 379º
do Código dos Valores Mobiliários.
JVP
SE
acha que este texto tem algum interesse,
recomende-o
aos seus amigos …
SE
acha que é mais um pouco de lixo a poluir a net ,
recomende-o
aos seus i nimigos …
EM
qualquer caso, o
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fica-lhe
muito obrigado pela visita! ...
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