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CHAVE
PARA LER BERARDO
(a
propósito do caso Berardo / Rui Costa)
Agora,
que já passou uma semana sobre o diferendo Berardo / Rui Costa,
que o peso dos seis milhões de militantes + simpatizantes do Benfica
obrigaram o Sr. Berardo a pedir desculpa e o país retomou a sua
rotina habitual, gostaria de dizer uma palavra que, penso, é simultaneamente
de bom senso e de justiça, e isenta não sou adepto do
Benfica mas devo ao Benfica e ao Sr. Rui Costa algumas alegrias, não
sou admirador do Sr. Berardo mas devo-lhe ter-me permitido conhecer melhor
o Sr. Primeiro-Ministro e a Sra. Ministra da Cultura.
Sou
devedor a ambos. Não tenho interesses em causa que me condicionem.
Vou dar o meu testemunho.
O
Sr. Rui Costa teve mais do que muita razão para ficar ofendido,
mas se soubesse o que eu sei, e é público, não só
não se sentiria ofendido como teria vindo a terreiro defender o
Sr. Berardo. Mas, tendo vivido muitos anos fora do país, é
perfeitamente compreensível que tenha reagido mal.
E
o que é que eu sei e é público? Sei que é
injusto responsabilizar o Sr. Berardo pelos seus dislates verbais a
sua língua, por vezes, não lhe obedece.
Como
ele disse em entrevista a Catarina Madeira e João Paulo Dias, publicada,
em Outubro de 2005, no suplemento Fora de Série do Semanário
Económico:
Às
vezes as pessoas ficam surpreendidas pela forma como misturo muitas línguas,
mas o que acontece é que sou
disléxico e isso
provoca uma grande mistura. Depois
também entendi que há certas pessoas que podem treinar,
mas a minha cabeça não
tem conserto , é como é! Aprendi a viver com
essas dificuldades.
Concluindo,
o Sr. Rui Costa já desculpou. Peço-lhe agora que dê
mais um passo; compreenda o drama do Sr. Berardo e perdoe! O Sr. Berardo
, estou certo, não queria dizer o que disse (ainda que eu não
saiba o que estava realmente na sua cabeça).
Perdoe.
O exemplo vem de cima!
Bem
avisados andaram o Senhor Primeiro-Ministro e a Senhora Ministra da Cultura
quando, na primeira quinzena de Fevereiro de 2006, uma sua proposta feita
ao Sr. Berardo foi por este chamada de saloia e os referidos, de maneira
enviesada, de trapaceiros não ligaram nenhuma e, até pelo
contrário, apressaram o passo e deram ao Sr. Berardo mais do que
ele pretendia.
PENSE!
24
de Junho de 2007
J.
Vicente Pinto
{novo texto / imagens}
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