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DISLATE DE MIGUEL SOUSA TAVARES; DISLATES EM GERAL
I
Miguel Sousa Tavares é um escritor de sucesso, um fazedor da opinião pública de grande audiência, um intelectual muito considerado; em suma, um cidadão perfeito e exemplar.
Leio, muitas vezes com agrado, as suas opiniões. Surpreendo-me, com alguma frequência, com os seus dislates. Mas, como sou um homem com uma incomensurável tendência para compreender e desculpar, nessas situações penso para mim: “no melhor pano cai a nódoa” e acrescento uma frase que a minha sobrinha Inês, na inocência dos seus cinco ou seis anos, costumava dizer quando alguma coisa não corria à medida dos seus desejos – é a vida!..).
II
Vem isto a propósito de uma afirmação, peremptória e definitiva, do Sr. Sousa Tavares no Expresso de 11 deste mês:
“Podem pôr cem mil professores na rua, que os portugueses já perceberam que os professores têm que passar a ser responsabilizados pelos resultados desastrosos da educação, …”
O Sr. Sousa Tavares termina o seu escrito com esta pérola: “Nestas coisas (saúde, ensino e segurança social) Sócrates foi intransigente e instintivo e fez bem.
Nota 1
O Sr. Sousa Tavares estava manifestamente perturbado quando escreveu este texto.
Se os professores têm que passar a ser responsabilizados pelos resultados desastrosos da educação, o Sr. Sousa Tavares está a referir-se ao futuro. Mas no futuro, com a actuação intransigente e instintiva de Sócrates os resultados da educação vão deixar de ser desastrosos!
Nota 2
O Sr. Sousa Tavares acha que os resultados desastrosos da educação são da responsabilidade dos professores, isto é, os professores que estão nas escolas públicas a ensinar são os únicos responsáveis dos resultados desastrosos da educação.
O Sr. Sousa Tavares mostra-se um homem manifestamente ignorante e ousado nas suas afirmações.
Não sabe, ou faz que não sabe, que numa classe profissional com 150.0000 membros, ainda por cima com sistema de recrutamento mais que deficiente e um enquadramento abaixo de cão, tem que haver milhares ou dezenas de milhares de medíocres (incompetentes, preguiçosos, sem o mínimo indispensável de vocação, com personalidade totalmente inadequada para a profissão, vigaristas, etc., etc.)., mas que há muitos mais que são bons e, até, excelentes profissionais que lutam esforçadamente, num ambiente adverso, sem nenhum apoio, por fazer dos seus alunos cidadãos responsáveis e estudantes bem sucedidos.
Esquece-se ou faz que se esquece que o professor, sendo um elemento fundamental do processo educativo, não é o único nem, muitas vezes, o mais influente.
Nota 3
O Sr. Sousa Tavares deu de Sócrates, possivelmente sem dar por isso, a melhor definição em duas palavras que até hoje ouvi: Intransigente e instintivo.
Tomo a liberdade de contar ao Sr. Sousa Tavares, ainda que admita que seja do seu conhecimento, a história dos macacos que foram vencidos porque a sua inteligência não esteve ao nível do seu apurado instinto.
Numa aldeia do interior da África, a população apreciava muito um fruto, uma noz, que era a base da sua alimentação. Mas os aldeãos tinham um grave problema, os macacos com o seu infalível instinto descobriam sempre o local de armazenagem e roubavam as nozes. O problema tornou-se grave porque a população de macacos crescia e prosperava de maneira imparável. O feiticeiro utilizava a sua fé para pedir aos deuses que afastassem os macacos. Os deuses não davam resposta. Os aldeãos pressionavam o feiticeiro e começavam a por em causa os seus poderes. Falava-se mesmo em empalar o pobre do homem pois dizia-se que tinha sido abandonado pelos deuses.
Vendo que se aproximava o fim do seu poder o feiticeiro pôs a cabeça a funcionar e acabou por ter uma ideia.
Disse aos aldeãos que arranjassem cinquenta um pequenos barris que tivessem num dos tampos um orifício com dimensão suficiente para passar a mão de um macaco, e não mais. Trazidos os barris, o feiticeiro ordenou que pusessem dentro algumas nozes e prendessem firmemente os barris com estacas e cordas e os cobrissem com uma espessa camada de palha. Depois exigiu que os aldeãos recolhessem às palhotas e só saíssem quando ele mandasse.
Passaram cinco dias até que o feiticeiro desse ordem para que todo pessoal saísse das palhotas e se dirigisse para o terreiro onde tinham sido colocados os barris..
No terreiro havia cinquenta e um macacos mortos, todos com uma mão dentro do orifício do barril junto do qual tinha morrido.
O instinto dos macacos tinha-os levado aos barris onde se encontravam as nozes. Infelizmente para eles a sua pouca inteligência ajudada pela sua ambição de posse tinha-os conduzido à morte. Morreram os melhores, os de instinto mais apurado; os restantes fugiram e não mais regressaram.
Instinto apurado e fraca inteligência tinham ditado o seu destino.
III
Para terminar, vou confessar uma dúvida: os dislates saem naturalmente da pena de quem opina ou são um fabrico consciente da mente? Posso eu deliberadamente, com fins confessáveis ou inconfessáveis, para favorecer ou prejudicar alguém, fabricar dislates?
Estou convencido de que os dislates podem ser fabricados. E mais, acho que são tanto mais credíveis quanto maior for a seriedade e fingida convicção com sejam ditos.
Vou fazer uma experiência. Vou fabricar alguns dislates. Peço-lhe que seja juiz. Se achar que os dislates que vou apresentar até são plausíveis não me diga nada. Fica provado que os dislates podem ser fabricados e fazer o seu percurso sem que a sua natureza seja identificada e denunciada. Se achar que os referidos dislates são meras patetices, dê-me algum sinal. Fica provado que fabricar dislates bem sucedidos não é coisa para amadores; é arte para profissionais.
1º Dislate
O Sr. Sousa Tavares diz que lhe roubaram o computador em que escrevia as suas obras.
Eu estou certo de que o citado computador do Sr. Sousa Tavares foi roubado. É uma questão de fé! E, como dizia o outro: em matéria de fé, a gente acredita ou não acredita! E pronto!
E, além disso, não tenho nenhuma razão para não acreditar no Sr. Sousa Tavares; nem sequer o conheço.
Mas se um dos muitos e invejosos inimigos do Sr. Sousa Tavares sugerir que o dito senhor não apresentou nenhuma prova de que o computador foi roubado, que posso eu dizer que não seja reafirmar a minha fé?
2º Dislate
O Sr. Sousa Tavares diz que não tem nenhuma cópia de segurança nem qualquer cópia impressa dos textos que estavam no disco do seu computador.
Eu acredito no que diz o Sr. Sousa Tavares. Com que fundamento vou eu, que nem sequer o conheço, duvidar das suas palavras. O Sr. Sousa Tavares é um homem conhecido e considerado e isso me basta.
Mas se um dos muitos e invejosos inimigos do Sr. Sousa Tavares disser que o dito senhor já escreveu muitos milhares de folhas em computador, tem muitos anos de prática a lidar com computadores, que não pode deixar de saber da fragilidade das gravações magnéticas nem do principio que afirma que a criação de cópias de segurança é um acto elementar de prudência e que escrever uma obra de centenas de folhas sem fazer uma cópia de segurança é um acto de total inconsciêncla e irresponsabilidade, e acrescentar qualquer coisa no género “conheço o Sousa Tavares, é um sujeito seguro, inteligente, consciente e responsável; é um tipo que não brinca com os seus interesses nem com a sua fazenda; a sua personalidade e a sua inteligência são incompatíveis com a enorme estupidez que agora nos revela; não sei quais são as suas motivações, mas não vou na conversa!”, que posso eu dizer que não seja que, por muito inverosímil que seja a situação, eu acredito que o Sr. Sousa Tavares está a dizer a verdade, e, talvez, acrescentar: o Sr. Sousa Tavares é um homem honesto; tão honesto que prefere passar por estupidamente inconsciente e irresponsável a mentir dizendo que tem uma cópia de segurança.
24 de Outubro de 2008
Joaquim Vicente Pinto jotap@sapo.pt www.favelaocidental.com
ANEXOS: textos publicadosi em www.favelaocidental.com
Em 11 de Julho de 2006 A MINISTRA DA EDUCAÇÃO; não matemos a esperança!
Em 12 de Julho de 2006 A MINISTRA DA EDUCAÇÃO; um lapso grave
A MINISTRA DA EDUCAÇÃO Não matemos a esperança!
I
Em 1951 visitei um amigo, professor de português no ensino técnico
A certa altura, como era inevitável, a conversa caiu sobre ensino e ele referiu-me, com entusiasmo, a renovação que estava em curso; não me lembro já se falou de equipamentos, de programas ou de pedagogia, de professores ou de alunos..
Certamente falou de tudo um pouco…
… Falou-me de jornais de parede, julgo que uma novidade na época, e mostrou-me vários que os seus alunos – dez a treze anos – tinham realizado. Textos e desenhos eram, de uma maneira geral, muito interessantes, mas reparei que havia erros de ortografia.
Chamei-lhe a atenção para o facto; respondeu-me que havia novas ideias, e instruções para não corrigir esses erros pois isso iria (não garanto que as palavras tenham sido estas, o sentido, sim) frustrar ou criar complexos aos pequenos autores, além de lhes coarctar a espontaneidade...
Não fiz comentários, mas temi o pior.
Creio que começou por esta época a deterioração do ensino básico/secundário no nosso país, primeiro muito lentamente, depois com aceleração crescente. Nos cinquenta anos que passaram a tendência foi sempre para pior ainda que seguindo uma linha sinusoidal.
II
Em 1971, afirmei publicamente na qualidade de director-geral de uma grande empresa industrial, em discurso dirigido ao Presidente da Republica e membros do governo, que a má a qualidade do ensino era uma das grandes causas do nosso atraso económico. Digo isto para mostrar que o problema não é de agora
Em 1972/73 e 1973/74 (?) fui membro e, no último ano, presidente da direcção de uma das primeiras associações de pais, a do Liceu Padre António Vieira. E digo isto para que fique claro que já há muitos anos considero que os pais tem um papel importante na educação e na aprendizagem escolar dos filhos
III
Tenho acompanhado com atenção, muito interesse e crescente preocupação, a gradual degradação do desempenho do ensino básico/secundário, degradação global mas que assenta, mais do que em qualquer outra causa, no abismo em que caiu o ensino dos quatro primeiros anos de escolaridade que pela sua deficiência pouco ensina e pela sua prática incute nos alunos a preguiça, a recusa para fazerem o mais insignificante esforço e a interiorização de que a escola é, pura e simplesmente, o local do exercício dos seus direitos de gozo.
A “escola primária”não só não promove a aprendizagem básica necessária para um bom desempenho escolar nos anos seguintes, como imprime nos alunos uma educação para a fruição que os incapacita para qualquer esforço sério no futuro. Tudo isto justificado por uma pedagogia de sarjeta prégada por autênticos criminosos, inconscientes travestidos de “cientistas” da educação.
Tenho visto um ministério cada vez mais anquilosado , dominando por grupos que só estão unidos na defesa dos seus feudos e que conseguem escapar ao controle do ministro, quer se trate de maus ministros quer de ministros que, em princípio, seriam potencialmente capazes. Grupos que não defendem nem o ensino nem os professores que estão nas escolas; grupos cujos mentores parecem ter como objectivo principal neutralizar o ministro e afirmar o seu domínio.
Tenho visto
sindicatos cada vez mais corporativos, fingindo afanosamente que estão a desempenhar uma função útil de defensores dos professores e do ensino;
pedagogos e psicólogos a levantarem-se, depois de cada insucesso, mais activos e ousados e
sucessivos ministros da Educação, com algumas, poucas, excepções, sem força para enfrentarem a tarefa cada vez mais gigantesca que tem pela frente.
Os produtos do ensino são, cada ano que passa, de pior qualidade.
IV
Antes de prosseguir considero necessário fazer uma clarificação sobre o que acabo de dizer, não vá concluir-se que penso que a fruta está toda podre.
Considero que os professores de má qualidade – mal preparados, preguiçosos, não empenhados, sem nenhuma vocação para a tarefa que lhes incumbe, deformados por ideias pedagógicas inadequadas, mentalmente perturbados, com uma mentalidade laxista , com malformações de personalidade, etc., etc. – ainda não são a maioria e que alguns poderão ser recuperados.
Considero que o pessoal auxiliar e administrativo de má qualidade também não será a maioria.
Estes grupos de má qualidade podem ser corrigidos se houver vontade do ministro, colaboração, ou, pelo menos, não obstrução, do Ministério e competência e firmeza dos órgãos de gestão das escolas.
Temos depois a outra face da moeda:. Os alunos e os pais dos alunos.
Quanto aos alunos, há uma minoria de bons e excelentes alunos e uma minoria de maus e péssimos alunos. E entre estes dois extremos uma massa com uma larga gama de capacidades e um leque variado de personalidades, cujo grande handicap é estarem a ser educados para os direitos e para a fruição, desconhecendo o que seja esforço e deveres.
Quanto aos alunos com entorses de personalidade ou deficiências de educação ou resultantes do meio em que vivem também não são a maioria .
Os pais incompetentes para exerceram as funções de educadores são muitos, não sei se serão a maioria ,: uns por comodismo, outros por puro egoísmo, alguns por ileteracia , a maior parte por incerteza sobre qual a maneira adequada de educar.
Num mundo em que os meios de comunicação social têm cada vez mais influência na formação das crianças e dos jovens e, o papel dos pais é cada vez mais difícil.
Submetidos aos psicólogos e aos pedagogos prégadores , muitos pais perderam todas as certezas no que respeita à educação dos filhos. E pais inseguros são uma ameaça mortal para qualquer sistema de educação.
Mas os pedagogos e afins continuam a perorar como se não tivessem nenhuma responsabilidade na situação miserável a que conduziram o ensino neste país.
Li, há tempos, o que um deles dizia (Revista XIS, de há cerca de um ano e meio): “É muito importante perceber que a escola não é só prazer! Neste capítulo devo dizer que faço uma autocrítica, porque todos nós durante algum tempo (em especial a seguir ao 25 de Abril) tivemos uma visão muito romântica da escola e defendemos que devia ser a escola dos afectos ”.
Esta autocrítica é meritória ainda que procure minimizar o “crime”. De facto, os alguns anos foram dezenas de anos.
Mas o que verdadeiramente me causou arrepios foi ver a paz de espírito com que o homem fez esta declaração e a naturalidade com que passou a defender no mesmo documento (uma entrevista) ideias contrárias às que antes defendia.
A sua acção passada não foi sem consequencias , mas continua a ser reverenciado por uma opinião pública bacoca e passa-culpas ..
Considero que o lixo, como disse, é minoritário. Mas não tenho dúvidas que o lixo minoritário interagindo entre si e com os parceiros sãos deste jogo colectivo conduziu o país para a desgraçada situação em nos encontramos: Uma escola sã é indispensável, ainda que não seja suficiente, para reconstruirmos o nosso futuro.
V
Tenho lido, visto e ouvido o que a ministra da Educação tem feito e dito e os projectos que até agora tem apresentado
Parece-me pessoa determinada, séria, com intenção de fazer e não de elaborar teorias, realista, que parte da realidade que temos para a solução dos problemas e estrangulamentos existentes, que compreendeu que as utopias do passado são inconsistentes e foram a causa da nossa desgraça actual, que a escola é, fundamentalmente, um local de aprendizagem e uma oportunidade para a formação do individuo como ser social, que os prémios e os castigos têm que graduados pelo desempenho.
Mas não sou cego! Não vejo só virtudes na senhora ministra. Vejo, também, erros e atitudes desajeitadas; mas isso, todos o sabemos , está sempre associado ao fazer. Quem faz, nunca faz tudo certo e, principalmente, nunca faz tudo certo para toda a gente.
Há também o perigo de a ministra ser dominada pelo ministério.
Aconteceu com outros, também pode acontecer com ela. E será dominada pelo ministério tanto mais facilmente quanto o ministério sentir que a ministra não tem o apoio do povo
VI
A Ministra diz que está disponível para ouvir . Devemos pô-la à prova, não calando as nossas críticas.
Mas a Ministra tem o direito de esperar que a tratemos, e à matéria que esteja em causa, com honestidade; que abordemos o fundamental e não nos agarremos ao acessório como se fosse caso de vida ou de morte, desviando a nossa atenção e a dos outros do que é vital para o país
Por mim, considero que estamos num tempo de esperança e que todos temos a obrigação de fazer tudo para não matar essa esperança...antes de lhe dar a oportunidade de florescer… ou morrer de morte natural.
11 de Junho de 2006
J. Vicente Pinto
A MINISTRA DA EDUCAÇÃO Um lapso grave
Quando falamos da escola, dos professores, dos programas, do péssimo, ou do bom, dos alunos, do ministério, dos problemas do ensino, das consequências das escolas degradadas, dos laboratórios mal equipados, ou do presidente do conselho executivo, dos pais, do ministro ou do secretário de estado, dos livros que não passam de lixo caro ou daqueles que valem mais do que o que custam, estamos a falar do ensino.
Englobamos na palavra ensino todo um universo complexo e vasto.
Mas ensino é também o acto de ensinar. E quem ensina são os professores.
A palavra tem um sentido restrito, o acto de ensinar, e um sentido lato, tudo o que intervém no fenómeno da aprendizagem.
Mas ensinar é tarefa dos professores. Quando usamos a palavra ensino, (em sentido lato ou restrito) associamo-la insensivelmente à palavra professor.
Daqui resulta uma certa confusão, não consciencializada, na cabeça da generalidade das pessoas.
Quando falam do ou pensam no ensino, ainda que saibam que estão a falar de um universo, fazem uma síntese inconsciente e vêem a imagem do professor.
Este fenómeno tem uma consequência extremamente grave, a generalidade das pessoas considerarem as deficiências de aprendizagem e até de educação (em sentido lato), qualquer que seja a sua causa, consequência directa da acção (ou da falta de acção) do professor. É uma ideia falsa e extremamente perigosa pois iliba de responsabilidades tudo e todos os que estão para além do professor.
Todos sabemos, mas fazemos por esquecer, que a trilogia básica da aprendizagem e do processo educativo são os professores, os alunos e os pais.
Creio que a ministra está a cometer um erro grave pondo toda a carga em cima dos professores.
Para já, parece-me indispensável que a ministra proclame alto e bom som e repetidamente que o sucesso escolar assenta em três pilares fundamentais (professores, alunos e pais). Não são os únicos, mas o sucesso tem que se fazer com eles e, mais importante, não pode fazer-se sem eles.
E que a responsabilidade do resultado é de todos.
Isto, que é um acto de justiça e de realismo, aliviará a tensão que pesa sobre os professores, e eles próprios (e os alunos e os pais) e o país tomarão conhecimento, pelo público testemunho de ministra, que o sucesso não é uma responsabilidade exclusiva dos professores, ainda que por uma questão de facilidade e de rendibilidade do esforço aplicado seja por eles que a renovação tem que começar.
PS – Não falei no Ministério, mas não foi por esquecimento.
12 de Junho de 2006
J. Vicente Pinto
{novo texto / imagens}
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