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GUERRA
DO BCP – O ESCÂNDALO VASCONCELOS
Notas
prévias.
- Se não
sabe, VASCONCELOS é
Filipe Vasconcelos Jardim Gonçalves, filho de Jardim Gonçalve
- Tudo o que digo a seguir tem
por base a informação contida nos textos, sob o título
“BCP “esquece” dívidas de filho de Jardim ”,
publicados no EXPRESSO de 13/10/2007
- Leia também os textos
“A guerra do Banco Comercial Português - A penúltima batalha”e
“Guerra do BCP - A guerrilha (1) “, publicados neste site.
O
caso Vasconcelos é uma história, inconcebível, de
crédito, em montante superior a 10 000 000,00 de euros, concedido
pelo Banco Comercial Português (hoje, Millenniumbcp ), a partir
de 1998, a empresas, criadas neste ano , com capitais insignificantes,
pertencentes, total ou maioritariamente, a Filipe Vasconcelos Jardim Gonçalves,
filho de Jardim Gonçalves.
Como
segue:
AETV
- Turismo e Viagens, Lda., capital
100 000€
Financiamento
incobrável
176 335€
BVV
- Actividades Hoteleiras, Lda. capital
5 000€
Financiamento
incobrável
623 469€
Sociedade
Ultra Nova -
Investimentos
e Gestão de Restaurantescapital 250 000€
Financiamento
incobrável
2 466 839€
Vasconcelos
& Vasconcelos - Transp. capital 50
000€
Financiamento
incobrável
2 643 825€
VSGC-Consultoria
, Soc . Unipl, Lda .capital
5 000€
Financiamento
incobrável
4 384 666€
Conta
corrente caucionada avalizada por Vasconcelos
Financiamento
incobrável
2 141 128€
TOTAL
12 436 262€
Segundo
Filipe Jardim Gonçalves as grandes dificuldades começaram
em 2001” . Em 2004, estas empresas encontravam-se sem qualquer património
e em Dezembro deste ano deviam ao Banco Comercial Português o montante
de 12 436 262 de euros (dois milhões e meio de
contos).
Em
28 de Dezembro de 2004 estes créditos foram considerados incobráveis,
por decisão de Filipe Pinhal, vice-presidente, e Alípio
Dias, administrador, e as dívidas foram perdoadas.
Os
empréstimos de que estamos falar foram feitos sob a superintendência
de Filipe Pinhal.
Estamos
em face de uma situação verdadeiramente escandalosa, ou
melhor, duplamente escandalosa.
Primeiro:
Administrador
(ou administradores) do Banco assumiu riscos inadmissíveis,
actuando com incompreensível imprudência e manifesta incúria
e evidente negligência na defesa dos interesses do Banco, ao fazer
avultadíssimos financiamentos a um grupo de empresas cujos capitais
sociais (e os capitais próprios) eram insignificantes.
Acresce
que a empresa que tem o maior capital social (Sociedade Ultra Nova - Investimentos
e Gestão de Restaurantes, capital social de 250 000€) tem
como sócio maioritário a BVV - Actividades Hoteleiras, Lda.
cujo capital social é de 5 000€, o que indicia que o capital
daquela foi maioritariamente realizado com dinheiro emprestado, a esta,
pelo Banco.
Por
que é que o Conselho de Administração não
tomou medidas contra o administrador (ou administradores)
responsável por tais actos de gestão danosa
Segundo
Por
que é que os administradores do Banco, que tomaram a decisão
de considerar os créditos incobráveis não accionaram
o Sr. Vasconcelos Jardim, gestor, para que a sua responsabilidade na delapidação
dos referidos muitos milhões de euros fosse devidamente apurada?
E,
para terminar, duas perguntas:
O
Conselho Fiscal nunca se apercebeu da situação? E, se sim,
como agiu em face dela?
O
Banco de Portugal, na sua competência de superintendência,
nunca deu por nada? E, se sim, qual foi a sua reacção?
14
de Outubro de 2007
J.
Vicente Pinto
{novo texto / imagens}
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