Legislativas – VOTO NULO, O “VOTO” INCONCLUSIVO!

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Campanha, não partidária, pela participação

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Iniciativa de     www.favelaocidental.com

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I

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O chamado voto nulo não é de facto um voto; é, antes, um caixote do lixo onde, nos resultados eleitorais, são colocados os boletins que eleitores ignorantes, trapalhões ou distraídos inutilizaram e depositaram nas urnas.

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Poderá também haver, no referido caixote, boletins de voto inutilizados deliberadamente, pelos seus titulares, com uma determinada intenção; mas estes não nos dizem nada porque não sabemos quais foram os objectivos perseguidos pelos seus “titulares”.

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II

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No meu código para votar com significado digo aos eleitores que utilizem o voto nulo com um determinado significado:

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Assim:

“Se é contra a realização do acto eleitoral,

VOTE INUTILIZANDO O BOLETIM DE VOTO COM DOIS TRAÇOS CRUZADOS (vote nulo)

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Dê ao voto nulo (boletim inutilizado – rasgado, riscado, sujo, …) o seguinte significado: o titular deste boletim de voto está contra a realização da votação, ou porque está contra o objecto dela, ou contra a forma ou quanto à oportunidade do acto, ou, até, contra o próprio Estado. Com o voto nulo o cidadão não se manifesta contra a pessoa ou ideias políticas dos candidatos; manifesta-se contra o próprio acto – seja pelo objecto, pela forma, pela oportunidade, ou por qualquer outra razão.

III

O voto nulo poderia ter algum significado se os eleitores seguissem o que digo quanto à utilização do voto branco.

Além disso os analistas teriam sempre que ter presente que os “votos lixo”, os genuínos votos nulos, correspondem, muito provavelmente, a 1% a 2 % dos votantes.

Mas, o mais prudente e honesto será considerar, para já, o voto nulo como simples lixo eleitoral e não tirar conclusões que podem servir interesses, mas não servem, seguramente, a verdade.   

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24 de Setembro de 2009

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J. Vicente Pinto              jotap@sapo.pt         www.favelaocidental.com

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CÓDIGO PARA VOTAR COM SIGNIFICADO

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Para que o seu voto “fale” e os resultados da eleição exprimam, com verdade e claramente, a posição do Povo português face à política e aos políticos é indispensável que todos usemos a mesma linguagem; sugiro-lhe que siga, no exercício do seu direito de votar, o seguinte esquema:

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Se encontrou candidatos do seu agrado,

VOTE NA RESPECTIVA LISTA

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Se quer exercer o seu direito fundamental como cidadão mas os candidatos não lhe agradam (porque não expuseram ou não expuseram claramente as suas ideias ou por qualquer outra razão)

VOTE EM BRANCO

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Dê ao voto branco (boletim intacto e sem qualquer sinal gráfico ou deterioração) o seguinte significado: o eleitor titular deste boletim de voto recusa todos os candidatos que lhe são propostos.

Com o voto em branco, o cidadão manifesta-se contra todos os candidatos (pessoa e/ou ideias políticas)

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Se é contra a realização do acto eleitoral,

VOTE INUTILIZANDO O BOLETIM DE VOTO COM DOIS TRAÇOS CRUZADOS (vote nulo)

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Dê ao voto nulo (boletim inutilizado – rasgado, riscado, sujo, …) o seguinte significado: o titular deste boletim de voto está contra a realização da votação, ou porque está contra o objecto dela, ou contra a forma ou quanto à oportunidade do acto, ou, até, contra o próprio Estado. Com o voto nulo o cidadão não se manifesta contra a pessoa ou ideias políticas dos candidatos; manifesta-se contra o próprio acto – seja pelo objecto, pela forma, pela oportunidade, ou por qualquer outra razão.    

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Se todo este processo eleitoral lhe é totalmente indiferente,

ABSTENHA-SE.

(Mas, por favor, NÃO SE ABSTENHA POR SIMPLES COMODISMO.)

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Se todos adoptarmos este esquema estaremos a ir para além de uma simples eleição de deputados; estaremos a utilizar uma só linguagem e a dar sinais muito importantes aos nossos dirigentes do que pensa o Povo, todo o Povo. Vá às urnas! Lembre-se de que a mesa de voto é o único local em que todos somos iguais!

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PASSE PALAVRA!

PORTUGAL PRECISA DO VOTO… DE TODOS!

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Joaquim Vicente Pinto

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