MAIS UM PELA ABSTENÇÃO QUANDO SÓ O VOTO EM BRANCO DÁ RESPOSTA: Gonçalo Porto Carrero de Almada, licenciado em Direito  e doutorado em Filosofia, vice-presidente da Confederação Nacional das Associações de Família.

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Público, 17 de Janeiro de 2011:

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“Mas o voto numa candidatura sem possibilidades reais de vitória ou a abstenção, quando são escassas as garantias de idoneidade moral dos prováveis eleitos, afiguram-se ser as opções mais coerentes para quem, na sua vida e na sua actuação pública, não se pauta por conveniências contingentes, mas por princípios e valores permanentes.”

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Comentário

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Infelizmente, este cidadão ainda não entendeu o significado (e a força) do voto em branco.

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O voto em branco é a manifestação de um eleitor que quer afirmar a sua vontade de votar, e para exprimir essa vontade se deslocou à mesa de voto, mas, não constando do boletim de voto nenhum candidato que mereça a sua confiança, deposita o referido boletim em branco.

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O voto em branco é isto – o eleitor afirma, por esta via, que nenhum daqueles candidatos merece a sua escolha.

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E este voto é importante porque é uma opção quantificada. Mesmo sem influência nos resultados eleitorais, que não tem, pode ter grande significado político – todos compreendemos que meia dúzia de votos em branco não tem qualquer peso político; mas 500 000, por exemplo, já obrigarão a cuidada ponderação.

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A abstenção é a não-participação por razão/causa não identificada.

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18 de Janeiro de 2011

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Joaquim Vicente  Pinto     jotap@sapo.pt           www.favelaocidental.com