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VÁRIA
CASINO
DE LISBOA
O
SR. STANLEY HO, COLECTOR DE IMPOSTOS,
E
POLÍTICOS DE POUCA CONFIANÇA
INFORMAÇÃO:
O texto começa na folha 2; até lá são elementos
complementares mas importantes
Do
preâmbulo do Decreto-Lei nº 15/2003, de 30 de Janeiro ,
visto a aprovado em Conselho de Ministros em 20 de Dezembro de
2002. José Manuel Durão Barroso Maria Manuela Ferreira
Leite - Carlos Manuel Tavares da Silva Pedro Manuel da Cruz Roseta
Isaltino Afonso de Morais.
Reconhecendo
o decisivo contributo dos casinos para o enriquecimento e diversificação
da oferta turística local, regional e nacional, a Câmara
Municipal de Lisboa , em reunião plenária
de 19 de Novembro de 2002, deliberou, por maioria
, solicitar ao Governo que adopte os mecanismos legais conducentes
à reapreciação da instalação
de um casino em Lisboa.
O
referido casino terá de inserir-se na zona de jogo do Estoril e
a sua exploração será, consequentemente, adjudicada
à actual concessionária desta zona de jogo .
..
Nota
1
No texto oficial as palavras Câmara Municipal de Lisboa, por maioria
e reapreciação não estão evidenciadas.
Nota
2
O referido Decreto-Lei fixa , no seu artigo 4º, a aplicação
dos 30 milhões de euros da contrapartida inicial a pagar pelo concessionário:
50 % (15 milhões de euros 3 milhões
de contos) para o Parque Mayer ; 33,5 %
(10 milhões de euros 2 milhões de contos) para um museu
nacional a instalar pelo Governo no município de Lisboa,
16,5 % (5 milhões de euros 1 milhão
de contos) para recuperação do Pavilhão Carlos
Lopes .
P.S.
(em 20-05-2006)
Da
Agência Financeira (WEB), 19~05-2006:
Casino
factura 6,5 milhões de euros em 30 dias
Faz
hoje um mês que o casino de Lisboa foi inaugurado .
234 mil pessoas já tentaram a sorte e 90% escolheram as
« slot-machines ».
O Casino
de Lisboa gerou receitas de jogo de 6,5 milhões
de euros no primeiro mês de actividade (que hoje completa),
valor que vai de encontro às previsões da concessionária
da zona de jogo, avançou ao «Diário Económico»
Mário Assis Ferreira, presidente da Estoril-Sol .
Cerca
de 90% deste volume é proveniente das « slot-machines ».
A expectativa é atingir receitas de 70
milhões até ao fim do ano , sendo necessário
mais dois ou três meses para consolidar o projecto.
A prevista
canibalização das receitas do Casino Estoril está
a ser da ordem dos 10%, bastante menor que as estimativas iniciais, que
apontavam para perdas próximas dos 25% no primeiro semestre de
actividade da sala de Lisboa e de 20% já nos dois últimos
meses do ano.
De
acordo com Assis Ferreira, o
plano de negócios para este ano ,
que inicialmente previa uma quebra de 22 milhões de euros nas receitas
no Estoril
face aos 127 milhões gerados em 2005 ,
foi revisto para uma descida de apenas cinco milhões (para
120 milhões) até ao fim do corrente exercício, avança
o jornal.
A nova
sala de jogos de Lisboa está a conseguir
captar o público a que se destinou, numa faixa etária entre
os 25 e os 40 anos , tendo já contabilizado a visita de
234 mil pessoas, numa média diária superior a nove mil clientes.
Nota
A cor vermelha não consta do origina
Comentário
(1) O casino
de Lisboa não afecta as receitas do casino do Estoril. em mais
do que 5 % (2) Sabe-se, por declarações da empresa, que
a frequência do jogo no Estoril é constituída, principalmente,
por pessoas de mais de 40 anos (3) A frequência do casino de Lisboa
é, principalmente, constituída por pessoas com menos de
40 anos, que eram o alvo confessado da empresa. (4)
A Câmara Municipal de Lisboa e o Governo de Durão Barroso
cometeram um crime ético, insanável, contra o país
levando ao jogo dezenas, possivelmente centenas, de milhares de portugueses.
PEDIDO
Poderá a Câmara de Lisboa, ou o Governo ou a empresa dizer
aos portugueses quantos turistas
estrangeiros estiveram entre as 234 mil pessoas
que tentaram a sorte no primeiro mês de funcionamento do Casino
de Lisboa ?
TEXTO
I
Os
jogos de fortuna e azar são uma prática que deve ser desencorajada
porque, podendo conduzir e conduzindo muitas vezes a viciação,
representam um ataque deliberado ao individuo e à sociedade.
Por
outro lado, sendo um negócio protegido com margens de lucro extraordinária
e abusivamente elevadas exorbitantemente elevadas considerando que se
trata de uma actividade sem risco, o que não é o caso, por
exemplo, do comércio, também criador de dependência,
dos estupefacientes é uma actividade que constitui um nicho de
absoluta ética..
Quando
tive conhecimento de que havia sido concessionado ao Sr. Stanley Ho um
casino, a instalar em Lisboa , indignei-me e perguntei-me por que
teria Deus feito cair sobre os portugueses mais esta praga!
Foi
uma reacção sincera, mas primária!
Felizmente,
não falei no assunto a ninguém! Se o tivesse feito sentir-me-ia
agora profundamente constrangido
II
Tendo
regressado da minha indignação, pensei mais friamente sobre
o assunto; e reconheci que: tinha sido profundamente injusto com o Sr.
Stanley Ho .
De
facto, Sr. Stanley Ho limita-se a ser um colector de impostos por conta
do Estado. O Sr. Stanley Ho comprou o cargo e investiu na organização;
É justo que esse investimento e o seu trabalho sejam adequadamente
remunerados.
O
proprietário do jogo em Portugal é o Estado que, em situação
de monopólio, arrecada, pelo menos, metade da receita bruta gerada
por esta indústria.
O
Estado reserva para si a indústria dos jogos de fortuna e azar
e o direito de concessionar a sua exploração onde e a quem
entender.
Como
proprietário monopolista retira desta indústria, isto
é, de uma actividade que vicia e degrada a pessoa praticante; neste
caso, principalmente, os cidadãos seus súbditos (a que se
juntam alguns turistas) receitas que, também, pela exorbitância
da sua margem de lucro, são profundamente imorais. Por outras palavras,
o Estado explora um negócio que degrada uma parte dos seus clientes
e, além disso, os espolia dos seus bens através da margem
verdadeiramente agiota, talvez só ultrapassada pela cobrada pelos
grandes patrões da droga. (E com total impunidade,
pois não há Deco ou Direcção Geral de Defesa
do Consumidor que tenha poder para defender as vitimas dos seus abusos!...)
Mas
este negócio do Estado tem um aspecto positivo é,
com poucas ou nenhumas excepções, um negócio
bem gerido .
A
fórmula, que alguém inventou há muitos anos, continua
a funcionar de maneira perfeita
Desgraça
para o contribuinte perdedor (viciado ou não), que são a
quase totalidade, receita para o Estado, riqueza para o colector do imposto.
Tudo
bem Todos ou quase todos felizes!
III
Mas
o governo não dorme!... O Estado sabe, e não esquece, que
é o guardião dos bons costumes.
Para
castigar o jogador aplica-lhe um imposto, da ordem de metade da importância
dispendida, isto é, o Estado cobra imposto sobre o prejuízo
do jogador, para proteger o jogador dissuadindo-o de jogar, depois de
ele ter jogado.
O
vilão desta história é o Estado ou, melhor, são
os políticos que, com argumentos falaciosos e, em qualquer circunstância,
inaceitáveis, dada a gravidade do assunto, em seu nome deram a
concessão
Dizem-me
que o político que fabricou esta concessão já morreu.
Paz à sua alma!
V
Felizmente,
para darmos algum alívio do nosso desconforto, lembremo-nos que
durante muitos anos houve políticos que resistiram a todas as pressões
para que autorizassem a abertura de um casino em Lisboa.
Acabaram
vencidos, e os portugueses também, por políticos para quem
só contam os seus fins pessoais.
12
de Abril de 2006
J.
Vicente Pinto
Pensamentos
conexos:
I
O
Sr. Stanley Ho é um excelente cobrador pois defende com total empenhamento
o aumento da receita do seu patrão, indo ao ponto de correr o risco
de ser mal interpretado.
Aquela
de propor a aposta a tostão para democratizar o jogo
não lembrava ao diabo! Quero dizer não lembrava
ao diabo dizer que era para democratizar o jogo, pois até o diabo
sabe que há limites que é imprudente ultrapassar.
Não
me admirará que qualquer futuro Governo pataqueiro venha a propor
comenda para premiar o seu zelo.
II
Decente
e correcto com os seus cidadãos, a
quem defende proibindo o jogo no seu território, é o Estado
Chinês.
E
esperto
quando não dispensa os lucros exorbitantes
desta indústria , mas a desenvolve na excrescência territorial
chamada Macau
E
actual
na maneira inteligente e ousada como aproveita
os Jogos Asiáticos de 2004 para promover Macau e os seus casinos
em todo o Oriente.
III
O
que se passa com a indústria do jogo, leva-me a apresentar uma
sugestão ao Governo, sugestão que à primeira vista
pode parecer extravagante mas que analisada com sangue frio e sem preconceitos,
não é mais do que a transposição do esquema
da indústria do jogo para outro campo.
Não
deveria o Estado assumir-se como proprietário monopolista da indústria
da droga (também, como o jogo, viciante e destruidora), dividir
o país em áreas concessionadas cobrando aos concessionários,
como imposto sobre os consumidores de droga, 50% da sua receita bruta?
Teríamos
mais turismo e teríamos mais receitas. Não é isto
o que todos nós políticos, clero, nobreza e povo queremos?
O grande crime diminuiria para níveis impensáveis neste
momento deixaria de haver necessidade de lavar dinheiro da droga!.
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