O ESQUEMA DO NOTÁRIO FRANCES

 

 

Veio nos livros .

 

Nos fins do século XIX ou princípios do século XX havia numa pequena cidade do centro da França um notário que, como era corrente nessa época, era figura central na vida dos seus concidadãos, de quem era conselheiro para a maior parte dos actos importantes das suas vidas. Gozava de confiança absoluta na sua comunidade.

 

O notário vivia bem, mas não se lhe conheciam significativos bens de fortuna.

 

Grande foi o espanto dos seus concidadãos quando, à sua morte, se soube que havia num banco de Paris, em seu nome, uma respeitável fortuna.

 

Passado o choque da surpresa inicial, alguns conterrâneos mais “ cuscas ” lançaram-se em persistentes investigações e acabaram por resolver o mistério.

 

 

…Gozando da confiança geral, o notário, que se deslocava a Paris uma semana por mes, tratava na capital de numerosos assuntos dos seus concidadãos que entre outras operações lhe entregavam vultuosas somas para aquisição de acções e obrigações.

 

O nosso homem na segunda-feira de manhã aplicava o dinheiro que lhe tinham confiado; na sexta vendia todos os papéis cuja cotação tinha subido, embolsava o lucro e recomprava-os à nova cotação por conta dos seus mandantes.

 

Esquema simples, que hoje, certamente, não passaria…

 

 

Mudaram-se os tempos…sofisticaram-se os esquemas!

 

 

23 de Julho de 2007

 

J. Vicente Pinto

 

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