ACIMA DOS ESTADOS;

O DOMÍNIO DOS BANDOS MAFIOSOS GLOBAIS

 

TEXTOSCURTOS; PARA PENSAR!...

 

 

Há situações que eu não compreendo e, certamente, nenhum cidadão comum pode compreender.

 

Por exemplo: 

  • Que apesar da ”luta” dos políticos para acabar com as zonas off-shore (paraísos fiscais que gozam do privilégio de quase extra-territorialidade) tais zonas continuem florescentes e livres de qualquer controlo eficaz;
  • Que apesar da intensa luta contra o narcotráfego, os resultados se limitem á prisão de alguns “correios”, desgraçados que a necessidade leva a arriscarem a vida e a liberdade, e à apreensão de alguma mercadoria. Os grandes patrões, que ninguém duvida que existam, passam incólumes e são, certamente, respeitadas figuras;
  • Que apesar de todos os políticos se afirmarem contra a fuga ao fisco e a lavagem de dinheiro, haja leis que criam vias legais para estas práticas ;
  • Que os grandes investimentos em obras de arte passem sem uma investigação que permita conhecer a origem dos meios financeiros aplicados e o apuramento da mais provável motivação da compra ;
  • Que mercados de nível mundial (petróleo, trigo, milho, arroz, …) sejam manifestamente afectados por operações especulativas e os políticos mantenham uma pasmosa e incompreensível passividade;
  • Que administrações de entidades que superintendem no sistema financeiro, e, em particular, na actividade bancária r, e se descuidem no exercício das suas obrigações, não sejam severamente punidas;
  • Etc., etc., etc..

Caro leitor,

 

Quando ler os jornais e não compreender, considere a possibilidade de estar em face de casos em que políticos se demitem das suas obrigações, traindo os Estados e favorecendo, por acção ou omissão, bandos mafiosos globais (ou locais).

 

Não se esqueça que a globalização que temos, feita pelos políticos ou, mais provável, feita por outros e aceite pelos políticos, serve melhor os membros dos bandos mafiosos, formais ou informais, do que os sete milhares de milhões de habitantes deste planeta.

31 de Maio de 2008

J. Vicente Pinto

 

 

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