OS ARTISTAS CHINESES E OS LABROSTES GOVERNANTES DA UNIÃO EUROPEIA

 

 

 

 

Na Cimeira China – União Europeia de 2007 um dos pontos a tratar era o problema da subvalorização artificial da moeda chinesa, tema que já vinha sendo levantado havia anos pelos ocidentais.

 

Mais uma vez os labrostes europeus foram driblados pelos chineses.

 

Sócrates e Durão Barroso, chefes da delegação europeia, procllamaram que a Cimeira tinha sido “um sucesso”.

 

 

Dizia eu, em escrito publicado em www.favelaocidental.com (08-11-2007):

 

Transcrição:

 

IV

 

Para a União Europeia (e para os ocidentais, de uma maneira geral) o défice comercial europeu em relação à China (e a apreciação da divisa chinesa…) era o ponto fulcral da cimeira.

 

Na Cimeira houve consenso em “olhar de frente para o défice comercial europeu em relação á China”.

 

Os chineses propuseram, e os representantes da União Europeia aceitaram, a criação de um grupo de trabalho “para reflexão e troca de informações” (LUSA/SOL) sobre o défice comercial europeu.

 

O que é isto?

 

Na verdade, nada! Os chineses chutaram a bola para a frente e os dirigentes da União Europeia correram atrás dela e esqueceram que este é, para a Europa, um problema vital que não admite delongas. …E que já vem a ser referido há muito tempo…

 

Isto é, a China conseguiu adiar a discussão do assunto.

 

Pergunto: para quem foi o sucesso?

 

Quanto à revalorização do yuan (reminbi), Wen Jiabao, chefe do Governo Chinês, limitou-se a desconversar. Os dirigentes da União Europeia transigiram.

 

 Pergunto: de quem foi o sucesso?

 

 

Fim de transcrição

 

 

 

Até hoje estes problemas não foram resolvidos!

 

 

 

No nosso caso, temos uma balança comercial com a China totalmente desequilibrada. A China é hoje um grande fornecedor de Portugal e um pequeno cliente.

 

 Mas isso não é grave; o que é grave é que os produtos chineses vêm concorrer, com preços artificialmente baixos, com a nossa própria produção, destruindo, inexoravelmente, postos de trabalho em Portugal não pelo seu mérito no âmbito de uma luta entre produtividades mas porque a moeda da China está, por decisão unilateral do governo chinês, artificialmente desvalorizada.

 

 

 

9 de Novembro de 2010

 

 

Joaquim Vicente Pinto          jotap@sapo.pt        www.favelaocidental.com

 

 

 

 

 

PEDIDO – Se concorda com o que digo, faça-me um favor: envie ou recomende este texto aos seus amigos. 

Muito obrigado

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