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PRODUTIVIDADE! FOI O SENHOR QUE PEDIU MAIS PRODUTIVIDADE?
I
Não há opinante de bancada que se preze que não grite que o país precisa de mais produtividade. E têm razão!
Mas pergunto aos ditos:
II
Alguma vez, prezado opinante, no teu trabalho, sejam quais forem as funções que tens exercido, aumentaste a tua produtividade e/ou a dos teus subordinados?
Alguma vez actuaste com tal objectivo, mesmo que sem sucesso, para além de dizeres que é preciso aumentar a produtividade?
Alguma vez estabeleceste ao teu pessoal objectivos de produtividade devidamente estudados e tecnicamente fundamentados? E, já agora, sabes o que é que quero dizer com isto?
Se respondeste não a estas perguntas eu digo-te o que faria no teu caso – pintava a minha cara de preto para que não me reconhecessem na rua!
Continuo:
Pertences ao numeroso grupo dos que declaram que no seu serviço se trabalha por objectivos quando, na realidade, não fazem a menor ideia do que isso seja?
És dos que pensam que a produtividade depende só dos trabalhadores?
Se respondeste sim a estas perguntas aconselho-te que dês uma segunda demão!
Sabes que “fazer produtividade” exige muito estudo e que tal estudo exige técnicos qualificados?
Mais, sabes que “fazer produtividade” exige “patrões” esclarecidos?
Sabes que o nosso sistema de ensino não se preocupa com a formação dos referidos técnicos e “patrões”?
Sabes que sem a adesão dos trabalhadores não há esforço de produtividade que vingue?
Se não, mais umas pinceladas!
Sabes que é possível motivar os trabalhadores para a produtividade?
Mais, sabes que é possível obter a adesão sincera da maior parte dos trabalhadores ao “vício” da produtividade?
Sabes que, para a adesão dos trabalhadores a este “vício”, é fundamental que os chefes sejam um exemplo e ganhem o respeito dos seus subordinados?
E sabes que acréscimos de produtividade, para serem sólidos, exigem que os trabalhadores beneficiem deles?
Se não sabes, basta de pinceladas; atira-te ao rio (mas antes lava a cara para não sujares as água)!
III
Aumentar a produtividade depende inteiramente de nós, portugueses.
Sei do que falo – Passei metade da minha vida profissional a gerir e outro tanto a analisar empresas e gestores.
24 de Outubro de 2010
Joaquim Vicente Pinto jotap@sapo.pt www.favelaocidental.com {novo texto / imagens}
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