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VASSALOS DA CHINA - A TRAIÇÃO QUE SE APROXIMA . . . I . . Os governantes chineses são implacáveis com o seu próprio povo. O povo está ao serviço do Estado e o Estado está subordinado ao objectivo da tríade que governa o país – tornar, finalmente, a China a estrela que domina o mundo. . Os governantes chineses são implacáveis com o seu próprio povo. Por que havemos de pensar que são serviçais (amigos de prestar serviços, obsequiadores, prestáveis) com os outros povos? Só a desonestidade dos nossos governantes, para fins mesquinhos e pessoais, pode querer fazer-nos crer nessa idílica ideia. . Os governantes chineses actuam com inteligência, frio calculismo, secretismo extremo e contam com a ganância e o mais descarado impudor de parte do grande capital financeiro e comercial ocidental e a ingenuidade, a estupidez e ignorância pretenciosas de uma boa parte da classe política europeia, em particular, e dos restantes políticos ocidentais, em geral. . A China iniciou, verdadeiramente, a sua “guerra morna” contra o estrangeiro há cerca de duas décadas, quando se apercebeu de que a sua doutrina de “um país, dois sistemas”, criada para facilitar a absorção de Hong-Kong e de Taiwan, se apresentava como uma excelente ferramenta para o desenvolvimento rápido da China e para a sua saída para o mundo. . E saiu de tal modo que a crise que levou à perda de trinta milhões de empregos no mundo ocidental contém uma parcela não despicienda resultante da invasão de produtos chineses de preço anormalmente baixo. Do que, curiosamente, se não fala! . II . A situação actual na Europa, com três ou quatro países fortemente endividados, representa uma inesperada oportunidade para a China. . O que vemos? . Governantes, eles próprios grandes responsáveis pela situação em que se encontram os seus países, rojando-se aos pés dos governantes chineses, como cães submissos que arrastam a barriga pelo chão, pedindo a esmola de uma ajuda. . Já os vimos! . E os paternais chineses, o Governo chinês, têm os meios e prometem dar uma ajuda. Até poderiam nem querer juros (não é de esperar); até poderiam prescindir do reembolso do capital emprestado (o que não farão). Mas não tenhamos nenhuma dúvida – utilizarão um forte garrote para estrangular o país devedor se este não se prestar a, na cena internacional, servir os seus interesses. . Estes países europeus submetidos à China, serão potenciais traidores, não parceiros fiáveis, e a sua presença na União Europeia será insustentável – ou serão expulsos ou acabarão com ela, . Impõe-se que a União faça tudo o que estiver ao seu alcance para impedir que países europeus caíam sob a dependência da China. Está em jogo a sua existência! . A “guerra morna”, entre a China e o Ocidente, não é menos implacável do que foi a “guerra fria”. Mas agora, o Ocidente está em manifesta inferioridade. . Vassalos da China? . . Notas: . 1. Ser devedor a qualquer entidade privada chinesa é o mesmo que ser devedor ao Estado Chinês. Ser devedor ao Estado Chinês não é o mesmo que ser devedor a qualquer entidade pública ou privada do Ocidente. . 2. O caso da divida dos Estados Unidos à China é único. Os Estados Unidos são o único país que, pelo seu poder, não corre o risco de ser dominado pelo seu credor. . . 11 de Janeiro de 2011 . . Joaquim Vicente Pinto jotap@sapo.pt www.favelaocdental.com . . PEDIDO – Se acha este texto interessante, faça-me um favor, envie-o ou recomende-o aos seus amigos Muito obrigado. . Anexo . . CHINA, PORTUGAL, DÍVIDA – O DEPOÍMENTO DO SR. MONJARDINO . . 1ª edição, 15-11-2010, in www.favelaocidental.com . O Senhor Monjardino é o presidente da Fundação Oriente. . A Fundação é uma das vinte maiores fundações da Europa. O Senhor Monjardino é um homem muito importante e influente. E, além disso, segundo o Público, jornal a quem concedeu uma entrevista publicada em 11 deste mês de Novembro, “é tido como um dos rostos visíveis dos interesses chineses em Portugal”. . Na referida entrevista o Senhor Monjardino defende, como seria de esperar de “um dos rostos visíveis dos interesses chineses em Portugal”, tudo o que os chineses se propõem fazer em Portugal e com Portugal, sendo de notar que os chineses não se propõem fazer nada que não seja prioritariamente de seu interesse. . O Senhor Monjardino só vê vantagens para Portugal na sua ligação à China; a China é o bom samaritano que aparece cheio de boa vontade para nos dar a mão neste vale de lágrimas, cheio de armadilhas, em que nos metemos. O senhor Monjardino é todo candura e inocência na sua exposição do que a China pode ser para nós. . O Senhor Monjardino, é visível, está com a China! A China não pode deixar de estar satisfeita com o seu desempenho. . Mas … . O Senhor Monjardino em meia dúzia de linhas, numa entrevista de duas páginas, deixou um importantíssimo recado aos portugueses. . Pergunta: “Esta ajuda [da China a Portugal] que ainda não se concretizou, não terá como contrapartida o alinhamento de Portugal com as posições da China nos grandes fóruns internacionais?” . Resposta: “Não. Porque não é só Portugal que está nesses fóruns. O que poderá acontecer, eventualmente, é que Portugal não seja declaradamente a favor ou contra as posições da China. Pode passar a ter uma política neutral, que já é de grande ajuda face àquilo que os chineses pretendem. . O Senhor Monjardino foi até limite do que lhe era possível dizer. De facto, traduzindo em linguagem menos diplomática, está a dizer-nos que a China nos exigirá que nos ajustemos, na cena internacional, aos seus interesses. . É de louvar e agradecer ao Senhor Monjardino o ter dito estas palavras. Não creio que tenham agradado aos chineses e acredito que não sejam tidas em consideração por Sócrates. . Mas nunca poderemos dizer que não fomos avisados por um informador idóneo. . Por mim, digo-lhe: Muito obrigado, Senhor Monjardino! . . 15 de Novembro de 2010 . . Joaquim Vicente Pinto jotap@sapo.pt www.favelaocidental.com . . PEDIDO – Se concorda com o que digo, faça-me um favor, envie ou recomende este texto aos seus amigos Muito obrigado. . .
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